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- JOGANDO TUDO NO VENTILADOR

 

Por Nelson Botter.

 

Vixe! E agora? Nosso querido apostador Gibão colocou mais água no chope de muita gente ontem, em seu depoimento para a CPI dos bingos. O queridão disse com todas as letras que o Edílson "ladrão" de Carvalho cantou a bola: aposta no Botafogo contra o Juventude que o carequinha Heber vai dar uma mãozinha para os alvi-negros. Como diria o homem do cabelo acaju: "Parem as máquinas!". Será? Será? Não quero nem ver o que vai acontecer se for constatado que o Heber também faz parte da máfia do apito, o que particularmente não acredito. Mas, para tentar explicar, o Sr. Edílson disse que não foi bem isso que ele disse, que o Heber não é corrupto, e sim a CBF, alegando que os árbitros são "coagidos" a ajudarem os times do Rio quando jogam em casa. Ahhh, então tá, menos mal, né??? Isso me faz lembrar o ex-atacante são-paulino Muller, que uma vez deu uma entrevista dizendo que o meio do futebol é muito sujo. Pois taca OMO na moçada! Vamos passar o Brasil a limpo, Boris Berezovski, quer dizer, Boris Cazoy...

 

E você, o que faria?

 

A - Mela tudo e vamos eleger o Vôlei como paixão nacional.

B - Dá o título para o Boris, quer dizer, pro Corinthians e não se fala mais nisso.

C - Anula-se todas as partidas do Heber e joga de novo.

D - Mudamos de país e fica tudo certo.

 

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 Escrito por BlogGol às 09h37 [] [envie esta mensagem]






- O PAPEL DA IMPRENSA NESSAS HORAS

 

Por Milly Lacombe.

 

Não entendo a imprensa esportiva. Primeiro, a ESPN Brasil vai a campo dizer que o campeonato brasileiro acabou. Mas se acabou, por que eles continuam a discuti-lo em mesas redondas? Não é uma estratégia nobre essa de sair por aí pregando o fim do campeonato, alegando que tudo está manchado, que não há mais clima para que os jogos se realizem. Como assim? Houve uma fraude, a fraude foi detectada, o juiz ladrão punido, as partidas acertadamente remarcadas e a bola segue rolando.

Claro, as cenas de pancadaria na Vila no final de Corinthians e Santos foram deploráveis. Mas quanto dessa revolta tem a ver com a campanha “o campeonato acabou” da imprensa? O desprezo de Giovanni na saída de bola foi, naturalmente, uma força propulsora dessa rebeldia toda. Desnecessário e infantil. Mas nem isso foi condenado, por exemplo, pela ESPN Brasil. Tudo o que eles conseguiam dizer é: “O campeonato acabou”.

Não, o campeonato, felizmente, não acabou. Palmeiras e Corinthians fizeram um bom jogo no domingo. O São Paulo foi ao Rio e triturou o Flamengo e todos os são-paulinos que conheço estavam radiantes com o resultado. Galo e Cruzeiro levaram mais de 50 mil ao Mineirão. Fluminense e Botafogo protagonizaram um espetáculo emocionante no Rio. A campanha pela desmoralização do campeonato é infame. E nada inteligente já que os mesmos agentes que incitam o final moral da competição tem que, no dia seguinte, sentar numa mesa e discutir os lances da rodada.

 

*            *            *

 

Infame também é essa insistência da mídia em dizer que a violência no futebol só será controlada quando apenas uma torcida puder freqüentar o estádio em dias de clássico, quando a separação entre adversários for total e absoluta, quando neguinho se conscientizar de que não pode usar a camisa de seu time na rua. Pois é justamente o contrário disso. A imprensa, grande, média, pequena, deveria, ela sim, se conscientizar de que só viveremos num mundo melhor quando aprendermos a celebrar nossas diferenças.

Deveríamos fazer campanhas para que nos aceitássemos, para que clássicos fossem realizados sem separação de torcida, para que nos misturássemos. Não é difícil fazer campanhas assim. Basta que peguemos ícones e façamos com que eles encampem a iniciativa.

A palmeirense Magic Paula e a corintiana Hortênsia poderiam estrelar uma campanha pela paz nos estádios. O são-paulino Nando Reis e o santista Supla, por exemplo, uma outra. Um jogo beneficente poderia ser feito entre Palmeiras e Corinthians, sem separação de torcida, com camisas trocadas. Enfim. O fato é que estamos apontando esse trem do preconceito para o lado errado. Estamos tentando conduzi-lo para a vila da separação, quando tudo o que precisamos é levá-lo até a vila da aceitação, da tolerância.

O que está acontecendo hoje no futebol é lamentável, mas, na verdade, é também uma enorme oportunidade para que façamos a coisa certa, para que aprumemos essa rota. Pena que a imprensa, que deveria ser o grande instrumento disso, mais atrapalhe do que ajude.



 Escrito por BlogGol às 10h12 [] [envie esta mensagem]




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Escritora, jornalista, editora da Revista Tpm e comentarista do SporTV. Sua oração diária:" Deus proteja-me de seus seguidores e permita que o Timão vença a próxima".

Escritor e psicanalista. Organizador do blog literário Blônicas no UOL. Sua oração diária: "Senhor, não atenda a segunda parte da oração da Milly".
 
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