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Mera coincidência?

Por Nelson Botter.

Além disso, temos também uma matemática bem interessante (dica do jornalista Roberto Moreno) que vale a pena conferir:

  • Brasil ganhou 2002 e 1962
    1962 + 2002 = 3964
  • Brasil ganhou 1994 e 1970
    1970 + 1994 = 3964
  • Alemanha ganhou 1990 e 1974
    1974 + 1990 = 3964
  • Argentina ganhou 1986 e 1978
    1978 + 1986 = 3964
  • Brasil também ganhou 1958
    Portanto,
    1958 + 2006 = 3964

* Autor desconhecido.

Agora resta saber se o 13 do Zagalo vai conseguir estragar essa matemática toda...



 Escrito por BlogGol às 12h46 [] [envie esta mensagem]






Por que não comparar?

Por Milly Lacombe.

 

Citar o nome de Pelé de forma comparativa parece ser sacrilégio. Com Maradona, nem pensar. Afinal, o nosso é melhor. E eu pergunto por quê? Por que não comparar? Que tipo de prepotência xenófoba nos faz nem querer discutir o assunto? Pelé foi grande, talvez o maior. Mas quando Pelé reinou o futebol era lento, o jogador tinha uma vida inteira para decidir o que fazer com a bola. Vejo VTs da Copa de 70 e fico boquiaberta com a lentidão do jogo. Maradona brilhou em outra época, quando a bola já corria mais rápida pelo gramado, os jogadores eram mais fortes, o jogo mais disputado. Hoje, nosso adorável Ronaldinho tem frações de segundos para pensar o que vai fazer com a bola nos pés. É marcado por dois ou três, precisa correr o campo todo, precisa jogar sem a bola. Pelé andava pela região central e pela área adversária muito calmamente. Era marcado por um jogador apenas, e, ainda assim, de longe. Claro, Pelé era completo em todos os fundamentos, goleador de mil gols, com 17 anos disputou uma Copa. Tudo muito perfeito, números que Ronaldinho (e Maradona) jamais superará. Mas só não podemos comparar os dois porque estamos falando de jogos diferentes: o futebol na época de Pelé era um, hoje, outro. Só por isso. Porque o Rei hoje é Ronaldinho. O Pelé moderno.

 

*            *            *

 

Parece muito óbvio que o São Paulo elimine o Palmeiras nas oitavas de final da Libertadores. Um, considerado o melhor time do Brasil. O outro, capenga, sem técnico, nocauteado. Quem apostaria suas fichas no Verdão? Hoje, ninguém. Mas é nessas horas, na hora em que o óbvio parece que vai triunfar, que entra em cena o personagem de Nelson Rodrigues – Sobrenatural de Almeida. E é nessa hora que o futebol, essa ciência que todos nós dizemos dominar, se reinventa e sai de malandro. Um roteiro velho, desgastado, mas que insiste em ser refilmado.

 

*            *            *

 

Mascherano é absoluto. Contra o São Caetano, foi sublime. Não erra passes, desarma, corre o campo inteiro, lança, vira o jogo, muda o ritmo, dá cadência, divide todas, inspira Marcelo Mattos a fazer o mesmo. Tem tudo para dar ao Corinthians cores ainda mais portenhas. Se Tevez já é Rei, o Timão está prestes a eleger um duo-reinado pelos lados do Parque.



 Escrito por BlogGol às 14h02 [] [envie esta mensagem]




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Escritora, jornalista, editora da Revista Tpm e comentarista do SporTV. Sua oração diária:" Deus proteja-me de seus seguidores e permita que o Timão vença a próxima".

Escritor e psicanalista. Organizador do blog literário Blônicas no UOL. Sua oração diária: "Senhor, não atenda a segunda parte da oração da Milly".
 
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