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MARADONA É SHOW
Por Nelson Botter. Maradona tem dado show nessa copa. Sempre procurado pelas câmeras, Diego aparece mais do que muito jogador que está atuando em campo. Chega a ser engraçado vê-lo torcendo, cheio de caras e bocas, assim como já fazia quando jogador, sofrendo ou em pleno delírio com sua velha e boa Argentina. Ele faz questão de parecer um ídolo popular, sempre trajado com a camisa da Argentina, diferentemente de Pelé, Beckenbauer e outros craques que trajam elegantes ternos nos estádios. Em entrevista para uma rede de esportes, a figuraça Maradona afirmou: "Podem me dar o Ronaldo gordo, bêbado, ou como for, mas me dêem, quero sempre ele na minha equipe". É o aval do jogador mais habilidoso de todos os tempos para o maior goleador de todas as copas, confirmando que se temos Ronaldo, devemos colocá-lo pra jogar, mesmo não conseguindo controlar a bola como antes, mesmo não acertando muitos passes, mesmo nitidamente sem tempo de bola. Ronaldo tem crédito e mesmo fora de sintonia pode resolver. O craque argentino também disse que em 90 sua seleção foi roubada na final contra a Alemanha, em território italiano, e que isso o fez chorar muito. Realmente a partida foi decidida num pênalti bem suspeito e como Diego sabe das coisas, principalmente quando o assunto é nos bastidores do futebol, convém prestar atenção. Como nós brasileiros, já deve estar com a pulga atrás da orelha em relação às arbitragens que estão por vir, especialmente na partida contra a dona da casa, Alemanha. Enfim, nessa sexta-feira mais um show de caras e bocas de Maradona nos espera. Um espetáculo tão imperdível quanto o jogão de bola que nos será proporcionado. Pois é, Diego, é ótimo tê-lo ainda em campo, de um jeito ou de outro. Nelson Botter amanhã torce pela Alemanha, mas se a Argentina merecer, que vença! Escrito por BlogGol às 19h20
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ZIDANE MERECE
Por Nelson Botter. Os deuses da bola são sábios. O genial Zidane é um dos poucos jogadores mundiais que poderia ser titular absoluto na seleção brasileira, não só por sua técnica apurada e cadência magistral, mas também pela incrível visão de jogo. Agora, em ritmo de despedida do futebol, ele bem que merecia brilhar, uma forma de coroar uma carreira fantástica e vitoriosa. Nos dois primeiros jogos da França esteve apagado. No terceiro nem jogou por suspensão. Contra a Espanha seu momento chegou. É claro que não vimos em campo o Zidane de outros tempos, mas aquele gol no final do jogo, que selou a morte dos espanhóis na competição, foi um prêmio ao grande comandante do meio campo francês. Com isso, sua participação na copa já fica emblemática, o lance fez com que se tornasse destaque da partida ao final, com a câmera buscando Zidane o tempo todo. Enfim, ao rei a sua devida coroa. E fico feliz que isso tenha acontecido agora nas oitavas, pois assim não ficaremos muito tristes ao vê-lo se despedindo do futebol definitivamente neste sábado, contra um Brasil engasgado por 98. Escrito por BlogGol às 18h08
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DIDA, JUAN, R.GAÚCHO, RONALDO, RICARDINHO E UMA AJUDA DA ARBITRAGEM
Por Milly Lacombe. Esses foram os personagens desse jogo. O gol quase relâmpago de Ronaldo, os passes precisos de Ronaldinho Gaúcho, o oportunismo de Ronaldo, a entrada simplesmente soberba de Ricardinho e a ajuda da arbitragem, validando um gol em impedimento de Adriano, fizeram a história do jogo. Cenas que podem contar um pouco mais dessa história: Cafu e Roberto Carlos, cara-a-cara com o gol adversário, preferiram chutar bisonhamente a gol do que passar a bola para Ronaldinho Gaúcho, completamente livre dentro da área. Ronaldinho saiu de cara amarrada, com toda a razão. Kaká sentiu o joelho nos dez primeiros minutos de jogo, insitiu em continuar e não fez nada. Em oito minutos dentro do campo Ricardinho fez muito mais do que ele. Está na hora de redefinirmos o tamanho de Kaká dentro desse time. Não o considero titular absoluto, não o considero um armador nem tampouco um líder. Acho que ele é um bom meia-atacante que pode ser bem aproveitado em determinados jogos, que pedem certas estratégias. Acho que é um jogador de excelente preparo físico, que sabe se colocar muito bem em campo e faz uma leitura do jogo como poucos fazem. Mas é isso. Pode ser substituído com méritos por Juninho Pernambucano ou Ricardinho, dependendo da necessidade do jogo. Emerson saiu lesionado. Uma trava a menos para esse nosso meio de campo. Gilberto Silva desarma tanto quanto e sabe sair jogando. Cafu e Roberto Carlos transformaram nossas laterais em zonas “copo d’água”: uma região sem cheiro, sem cor, sem gosto. Dida fez defesas difícies e importantes para a consolidação do resultado. É nosso melhor goleiro e se coloca tão bem que faz toda defesa parecer fácil. Responsável direto pelo placar. Juan, que nunca havia me convencido como titular absoluto, esteve perfeito. Antecipando a marcação e cobrindo as subidas desajeitadas dos laterais. Ronaldinho Gaúcho, fora de posição e sacrificado, tem sido primordial para as vitórias do Brasil. Quem espera dele chapéus e lambretas talvez esteja decepcionado com tanta obediência tática. Mas é dos pés dele que saem as principais jogadas de ataque do Brasil. Ricardinho, quando joga na entrada da áera, junto aos atacantes, é mortal. Provou isso hoje. Foi dos pés dele que sairam as jogadas mais bonitas da partida. E ele teve apenas oito minutos para mostrar sua ginga. Escrito por BlogGol às 15h00
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ERA SÓ ISSO Por Milly Lacombe. Quem disse que o Parreira não sabe surpreender? Enquanto todos esperávamos por um time retrancado, eis que ele vira a mesa contra o Japão. Que bom ver Gilberto Silva nesse meio de campo. Que bom ver Emerson no banco. Que bom ver Gilberto na lateral esquerda. Que bom ver Roberto Carlos no banco. Que bom ver Juninho Pernambucano em campo. Que bom ver Adriano no banco. Que bom ver o Gaúcho mais leve, mais criativo, mais ajudado na armação. Que bom ver a bola chegando redonda para o ainda redondo Ronaldo. Um jogador tão bom que pode se dar ao luxo de estar visivelmente lento e fora de forma e, ainda assim, decidir. Mas, importante lembrar, que num jogo tão aberto e tão sem marcação, com dois laterais se movimentando bem e com um meia armador em plena forma, talvez Fred e Adriano também tivessem brilhado se escalados. Saiu a trinca que trava (Roberto Carlos, Cafú e Emerson) e ficou provado que esse negócio de quadrado era ilusão. O que temos nessa seleção é um triângulo das Bermudas: quando essa trinca que trava é escalada, nosso futebol some. Todo o respeito à trinca. Eles foram heróis. Mas heróis de um passado recente. Hoje, são escalados por dever histórico. É hora da renovação. Hora de ceder lugar a quem está mais preparado, mais afinado, mais interessado: Gilberto Silva, Cicinho e Gilberto. Agora, é preciso colocar esse jogo em perspectiva: era contra um Japão moralmente aniquilado, que precisava sair para o jogo, que não apertou a marcação e que é, definitivamente, um dos times mais fracos da competição. Contra eles, talvez até Roberto Carlos, Cafu e Emerson pudessem brilhar. Minha escalação, para que venham os tomates: Dida, Cicinho (Cafu), Lucio, Juan e Gilberto. Gilberto Silva, Zé Roberto, Juninho Pernambucano e Ronaldinho Gaúcho. Kaká e Ronaldo. Escrito por BlogGol às 10h28
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![]() Escritora, jornalista, editora da Revista Tpm e comentarista do SporTV. Sua oração diária:" Deus proteja-me de seus seguidores e permita que o Timão vença a próxima". ![]() Escritor e psicanalista. Organizador do blog literário Blônicas no UOL. Sua oração diária: "Senhor, não atenda a segunda parte da oração da Milly". |